domingo, 10 de março de 2013


Tamanha era a sua influência que ela obteve do rei Carta Branca, documento que lhe dava total liberdade de ação, sendo imune à censura, processo e penas. Joaquina do Pompéu deixou sua marca como uma das mulheres mais poderosas do Brasil Colonial. D. João VI, quando viu a generosidade de Joaquina, enviou-lhe como retribuição um cacho de bananas todo folheado a ouro. Em retribuição, Joaquina presenteou-o com um ananás em ouro maciço.
Desempenhou um papel de relevância em uma sociedade comandada por homens nas relações políticas, sociais, e nos negócios, conquistou enorme prestígio político. Seu nome ainda vive, como uma referência entre as mulheres mais influentes dos séculos XVIII e XIX, como Dona Beja e Chica da Silva.
Tornou-se também conhecida como Quina de PompéuRainha do Oeste MineiroBaronesa do gadoSinhá BrabaGrande Dama do Sertão, dentre outros títulos, transmitidos pela cultura oral. Sua fama perdura longamente, sustentada pela larga gama seus descendentes.
Filha do Padre Jorge de Abreu Castelo Branco, nascido   em  1713 em Viseu, Portugal, de uma antiga família portuguesa, se formou em Cânones  pela Universidade de Coimbra, Dr. Jorge recebeu ordens sacerdotais das mãos de Dom Frei Manoel de Jesus e Maria, Bispo de Nanquim. Dedicou à carreira Eclesiástica,  e veio tentar a vida no Brasil em 1747, residindo em Mariana/MG. Abandonou os estudos para padre, formou em direito.
Casou-se em 20 de fevereiro  de 1748, com Jacinta Tereza da Silva, nascida em Salvador na Ilha do Faial, do casamento realizado na localidade de Santo Antônio do Bacalhau/Bahia, na Igreja de Nossa Senhora de Guarapiranga vieram nove filhos; Eufrásia Leonor Guedes da Silva de Abreu Castelo Branco, Ana de Abreu  Castelo Branco, Agostinho de Abreu Castelo Branco, José de Abreu Castelo Branco, Francisco Jorge de Abreu Castelo Branco, Domíciano José de Abreu Castelo Branco, Floriano de Abreu Castelo Branco, Germano de Abreu Castelo Branco, e  Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco.
Em 28 de março de 1762, Jacinta Tereza da Silva faleceu, viúvo aos 50 anos, Dr. Jorge resolveu completar sua ordenação para padre e, em menos de seis meses, já estava ordenado como presbítero. Homem bem preparado continuou a advogar em Mariana, onde era visto com simpatia, e a todos inspirava pela conduta exemplar de sua vida.
No entanto, alguns bacharéis enciumados de sua presença, procuravam afastar a sua grande clientela, faziam campanhas infames ao terreno pessoal, a partir de mentiras que se desdiziam por si mesmas, satirizavam a sua pronúncia, seu andar, sua maneira de agir em público.
Suas filhas mais velhas, Eufrásia e Ana foram humilhadas nas ruas e nas portas dos templos de Mariana por intermédio dos adversários que tentavam atingir sua dignidade pessoal, tanto fizeram que conseguiram uma ordem expressa do governador, determinando a expulsão do Padre Jorge da cidade no prazo de cinco dias.
Nesta ocasião chegou a Mariana um advogado de Pitangui, Dr. Manuel Ferreira da Silva, também formado em Cânones, que posteriormente casou-se com sua filha Eufrásia, e convidou o colega e sogro Dr. Jorge a se mudar para a Vila de Pitangui. Desta forma os advogados adversários conseguiram se ver livres do concorrente, pois naqueles tempos, a mudança de lugar tornava impossível o prosseguimento de ação privada.
Em 1762 já estava na cidade de Pitangui, como Vigário, integrante do conselho paroquial, encarregado de recolher os rendimentos da igreja, administrar-lhe o patrimônio e zelar pela conservação e paramentos da matriz e outras capelas. A filha Eufrásia faleceu depois de quatro anos de casada, sua irmã, Ana, consorciou-se por sua vez com o cunhado viúvo, o advogado Dr. Manuel.

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