Tamanha era a sua influência
que ela obteve do rei Carta Branca, documento que lhe dava total liberdade
de ação, sendo imune à censura, processo e penas. Joaquina do Pompéu deixou sua
marca como uma das mulheres mais poderosas do Brasil Colonial. D. João VI, quando
viu a generosidade de Joaquina, enviou-lhe como
retribuição um cacho de bananas todo folheado a ouro. Em retribuição, Joaquina presenteou-o
com um ananás em ouro maciço.
Desempenhou um papel de
relevância em uma sociedade comandada por homens nas relações políticas,
sociais, e nos negócios, conquistou enorme prestígio político. Seu nome ainda
vive, como uma referência entre as mulheres mais influentes dos séculos XVIII e
XIX, como Dona Beja e Chica
da Silva.
Tornou-se também conhecida
como Quina de Pompéu, Rainha do Oeste Mineiro, Baronesa
do gado, Sinhá Braba, Grande Dama do Sertão, dentre
outros títulos, transmitidos pela cultura oral. Sua fama perdura longamente,
sustentada pela larga gama seus descendentes.
Filha do Padre Jorge
de Abreu Castelo Branco, nascido em 1713 em
Viseu, Portugal, de uma antiga família portuguesa, se formou em Cânones
pela Universidade de Coimbra, Dr. Jorge recebeu ordens sacerdotais das mãos de
Dom Frei Manoel de Jesus e Maria, Bispo de Nanquim. Dedicou à carreira
Eclesiástica, e veio tentar a vida no Brasil em 1747, residindo em
Mariana/MG. Abandonou os estudos para padre, formou em direito.
Casou-se em 20 de
fevereiro de 1748, com Jacinta Tereza da Silva, nascida em Salvador na
Ilha do Faial, do casamento realizado na localidade de Santo Antônio do
Bacalhau/Bahia, na Igreja de Nossa Senhora de Guarapiranga vieram nove filhos;
Eufrásia Leonor Guedes da Silva de Abreu Castelo Branco, Ana de Abreu
Castelo Branco, Agostinho de Abreu Castelo Branco, José de Abreu Castelo
Branco, Francisco Jorge de Abreu Castelo Branco, Domíciano José de Abreu
Castelo Branco, Floriano de Abreu Castelo Branco, Germano de Abreu Castelo
Branco, e Joaquina Bernarda da
Silva de Abreu Castelo Branco.
Em 28 de março de 1762,
Jacinta Tereza da Silva faleceu, viúvo aos 50 anos, Dr. Jorge resolveu completar
sua ordenação para padre e, em menos de seis meses, já estava ordenado como
presbítero. Homem bem preparado continuou a advogar em Mariana, onde era visto
com simpatia, e a todos inspirava pela conduta exemplar de sua vida.
No entanto, alguns bacharéis
enciumados de sua presença, procuravam afastar a sua grande clientela, faziam campanhas
infames ao terreno pessoal, a partir de mentiras que se desdiziam por si mesmas,
satirizavam a sua pronúncia, seu andar, sua maneira de agir em público.
Suas filhas mais velhas,
Eufrásia e Ana foram humilhadas nas ruas e nas portas dos templos de Mariana por
intermédio dos adversários que tentavam atingir sua dignidade pessoal, tanto
fizeram que conseguiram uma ordem expressa do governador, determinando a
expulsão do Padre Jorge da cidade no prazo de cinco dias.
Nesta ocasião chegou a
Mariana um advogado de Pitangui, Dr. Manuel Ferreira da Silva, também formado
em Cânones, que posteriormente casou-se com sua filha Eufrásia, e convidou o
colega e sogro Dr. Jorge a se mudar para a Vila de Pitangui. Desta forma os
advogados adversários conseguiram se ver livres do concorrente, pois naqueles
tempos, a mudança de lugar tornava impossível o prosseguimento de ação privada.
Em 1762 já estava na cidade
de Pitangui, como Vigário, integrante do conselho paroquial, encarregado de
recolher os rendimentos da igreja, administrar-lhe o patrimônio e zelar pela
conservação e paramentos da matriz e outras capelas. A filha Eufrásia faleceu
depois de quatro anos de casada, sua irmã, Ana, consorciou-se por sua vez com o
cunhado viúvo, o advogado Dr. Manuel.

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